01/04/2010

O filme do acordo com Villas-Boas

Bettencourt desmentiu e confirmou saída de Carvalhal em quatro dias. Mais do que para assinar com o sucessor.

Para Pimenta Machado, antigo presidente do Vitória de Guimarães, "o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira". José Eduardo Bettencourt provou que ainda são precisos quatro dias para tamanha transformação: sexta-feira desmentiu categoricamente a saída de Carvalhal no final da época; terça-feira confirmou, sob forma de comunicado - em princípio, também deve ser categórico -, que Carvalhal vai sair quando a temporada acabar. E anunciou, no final, que "a Sporting SAD iniciará as diligências necessárias com vista à contratação de um novo treinador". O que remete para o recorde, pelo menos nacional, - nem Pimenta Machado se lembraria de dizer que "o que hoje é verdade, daqui a pouco pode ser mentira".

A 13 de Novembro, de manhã, a SAD confirmou contactos com alguns treinadores candidatos à sucessão de Paulo Bento, incluindo o representante de Villas-Boas (com autorização da Académica); ao início da noite, Bettencourt referiu que não falhou nada com Villas-Boas porque nunca houve contactos directos com ninguém. Foi mais uma sexta-feira 13 azarada para os dirigentes, que já tinham acertado contrato na véspera com o jovem técnico num restaurante no centro de Lisboa. Mas há uma verdade: Villas-Boas vai comandar os leões em 2010-11. A Académica desmentiu, o técnico recusou comentar "palhaçadas" e o Sporting afirmou que eram meras tentativas de desestabilização. Portanto, tudo mentira. Mas esse negócio, anunciado pelo i em Fevereiro, será confirmado nas próximas semanas. E não é a mentira de 1 de Abril. Para desgosto de Carvalhal, que, até há um mês, tinha a esperança de ficar em Alvalade mais um ano. Aliás, foi o alegado mal -estar do actual treinador após mais uma notícia (agora na RTPN) sobre a contratação de Villas-Boas, a par de uma sondagem do FC Porto ao técnico da Académica, que precipitou o anúncio do divórcio de um casamento que nunca teve futuro.

NOVELA Mesmo assim, há uma verdade: têm sido escritas mentiras sobre o negócio. O acordo Sporting-Villas-Boas foi feito a meio de Novembro? Não, só em Fevereiro. Existe um pré-acordo FC Porto-Villas-Boas? Não, porque quando os dragões sondaram a situação do treinador já os lisboetas tinham garantido os seus serviços. Villas-Boas vai receber bónus caso a média de espectadores em Alvalade aumente? Não, esse desejo, que é comum a todas as partes, nunca foi sequer equacionado em termos de contrato. Existe cláusula de quebra do pré-acordo? Sim. Mas é bem mais de um milhão de euros. Que é então verdade? Villas-Boas tem um pré-contrato de três anos, com ordenado três vezes superior ao que ganha em Coimbra e cláusulas de bónus por objectivos.

VIAGENS No fim-de-semana após o Sporting-Atl. Madrid, praticamente todos os jogadores leoninos aproveitaram a folga dupla para viajar. Miguel Veloso e Pereirinha foram a Paris, Polga e a mulher passaram dia e meio algures na Europa, Carlos Carvalhal e outros atletas seguiram de carro para o Norte após o treino matinal. Contudo, todos tinham autorização, ao contrário de Izmailov: o russo mentiu ao dizer que tinha ido ao consulado quando já se encontrava em Moscovo. Veio depois pedir desculpa e penitenciar-se pelo erro. Mas foi só outro episódio de uma época em que a fronteira entre verdade e mentira andou quase sempre diluída..

http://www.ionline.pt/conteudo/53480-o-filme-do-acordo-com-villas-boas

2 comentários:

Anónimo disse...

estes dirigentes sao uns ingratos. que vergonha tratarem assim o unico treinador que aceitou vir treinar a equipa. quem devia sair era jeb e nao carvalhal.

jg1906 disse...

Os resulatdos é que mandam...